domingo, 18 de agosto de 2013

Logística uma vantagem com



Ricardo Machado,              

Logística uma vantagem com   

Ricardo Machado,              

A LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA PARA A
OBTENÇÃO DE VANTAGEM COMPETITIVA

Ricardo Machado *


No cenário atual, preocupar-se com a logística tornou-se fundamental nas empresas.
O ambiente em que as empresas operam atualmente é muito complexo e
fortemente competitivo. Portanto, elas estão buscando a diferenciação e o
estabelecimento de vantagens competitivas em relação aos seus concorrentes. Para alcançar esses objetivos, cada um tenta encontrar o seu próprio caminho; porém, um ponto comum pode ser observado: a opção pela aplicação da logística, que deve ser entendida como o gerenciamento estratégico dos fluxos de materiais e das informações correlatas para levar, de forma eficiente e eficaz, os produtos de uma origem a um destino.

A globalização, a mudança no comportamento dos consumidores, a
redução do ciclo de vida dos produtos e o enfraquecimento das marcas exigem que as organizações adquiram e desenvolvam novas competências para conquistar e manter clientes. Ampliam-se as dimensões da competitividade, a qual deixa de ser regional para ser global. A concorrência passa a acontecer entre cadeias produtivas
e não mais entre empresas isoladas. Nesse contexto, as vantagens e diferenciais competitivos são cada vez mais efêmeros. Rapidez e flexibilidade deixam de ser apenas um discurso e tornam-se obrigatórias.

POR QUE SE PREOCUPAR COM A LOGÍSTICA?

A pergunta que muitos se fazem é: quais as razões para a logística
mostrar-se como uma escolha lógica e oportuna para fazer frente a essas
exigências?
Algumas respostas podem ser encontradas ao analisar os aspectos
seguintes:

a) a evolução de seu conceito: ao incorporar e utilizar preceitos de
marketing, qualidade, finanças e planejamento, a logística tornou-se
uma disciplina multifuncional e, assim, aumentou sua contribuição para
a eficiência e a eficácia da gestão. Ainda mais, é capaz de manter a
atenção às necessidades internas da empresa e, ao mesmo tempo,
voltar os seus olhos aos desejos dos clientes;

b) o aumento de seu escopo: com o tempo, a logística passou a se
preocupar com um número cada vez maior de atividades e deixou de
ser vista como operacional para tornar-se estratégica. Assim, deve ser
considerada em decisões importantes e receber a atenção dos mais
altos escalões da empresa;

c) a ampliação de sua abrangência: inicialmente tratada de forma
funcional, passou a integrar as diversas funções internas da empresa
e, hoje, funciona como elo entre clientes e fornecedores;

d) enfoque sistêmico e orientação para processos: permitem uma visão
global da empresa e da cadeia produtiva como um todo. Desse modo,
de forma integradora, propicia que todos os interesses e pontos
relevantes sejam analisados na tomada de decisão;

e) preocupação com a gestão de fluxos. O primeiro fluxo é o dos
materiais, o qual se inicia no fornecedor e termina na entrega ao
consumidor final. O segundo é o das informações, o qual tem um
sentido inverso ao do anterior. Então, pela sincronização e
racionalização destes fluxos, procura-se, simultaneamente, a redução
de estoques, que são consumidores de recursos, e o aumento da
disponibilidade dos produtos. Essa sinergia favorece, também, o fluxo
financeiro da empresa.

A LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA

Ao ser corretamente entendida e aplicada, a logística permite desenvolver
estratégias para a redução de custos e o aumento do nível de serviço ofertado ao cliente. Como essas duas condições, isoladamente ou em conjunto, possibilitam o estabelecimento de diferenciais competitivos, justifica-se que este seja o caminho escolhido por um número crescente de empresas para buscar vantagens sobre a concorrência.
Essa idéia pode ser reforçada ao se constatar que alguns dos segmentos
mais competitivos do mercado, como o automobilístico e o grande varejo, adotam a estratégia de focar-se na logística.
No Paraná, o pólo automotivo de Curitiba é uma prova inquestionável dessa tendência. As plantas aqui instaladas se utilizam os mais modernos conceitos de logística, o que permitiu a construção de plantas
compactas, de alta eficiência operacional e capazes de produzir automóveis de classe mundial. Alguns desses veículos são exportados para mercados exigentes, como o norte-americano, por exemplo.

Ao expandir esse raciocínio, pode-se perceber que as empresas e os
países competitivos no cenário mundial, como os Estados Unidos e o Japão, não só utilizam-se da logística, como também vêm pesquisando-a e desenvolvendo-a. A competência logística foi fundamental para que eles expandissem seus mercados para além de seus limites territoriais, e tornou-se um fator-chave para o seu desenvolvimento econômico.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Neste momento, é necessário analisar a realidade do Brasil, e o que se
apresenta é preocupante. Nossos custos logísticos são, no mínimo, o dobro da média dos países desenvolvidos, que gastam nesta área de 8% a 10% do seu PIB anual. A logística é pouco difundida e aplicada pelas empresas nacionais. Nossa infra-estrutura não é favorável, sendo necessários pesados investimentos nesse setor. A matriz de transporte é fortemente dominada pelo transporte rodoviário, que responde por dois terços do movimento de carga no país. Não existem indicadores de desempenho setorial, há falta de mão-de-obra qualificada e existe pouco
incentivo para a pesquisa nessa área.

Esse panorama mostra desafios e oportunidades. Os desafios estão na
necessidade de rápida solução dos problemas que impedem o desenvolvimento e o aumento da eficiência da logística. As oportunidades, neste cenário adverso, mostram um enorme espaço para melhorias. Aqueles que fizerem essas melhorias primeiro estarão se distanciando fortemente de seus concorrentes e se habilitando para a conquista de novos mercados.

Para aumentar a competitividade das empresas e do país, uma das
premissas necessárias é a aplicação da logística de forma integral. São necessários esforços de mudança, pois devem ser abandonados vários ranços de nossa cultura empresarial. A iniciativa privada e o governo precisam se unir para desenvolver um plano para o desenvolvimento da logística no Brasil. Caso isso não aconteça, o país continuará assistindo ao desenvolvimento mundial como coadjuvante e ficará condenado a permanecer na periferia da globalização.

LOGÍSTICA COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O SUCESSO DA EMPRESA

Logística custa dinheiro. Erros no gerenciamento logístico custam clientes!
Atualmente muitas empresas já têm consciência que a qualidade dos processos logísticos representa um considerável fator de sucesso para seus negócios. Isto fica mais evidente, quando se considera que o custo logístico em relação ao faturamento nas empresas de manufatura pode perfeitamente chegar a 10% ou mais. Além disso, processos logísticos eficientes oferecem uma oportunidade de criar vantagens em relação à concorrência, aumentando assim seu apelo comercial.

Esta situação causou uma mudança nas empresas que atuam no segmento logístico. Paralelamente à clássica tarefa de distribuição – mercadorias no prazo certo, em perfeitas condições e colocadas à disposição nas quantidades necessárias – é oferecida, por algumas delas, uma gama mais completa de serviços logísticos. Quando aproveitados corretamente, estes serviços trazem resultados muito positivos para o contratante.

Redução nos custos e interação com os clientes

Em tempos de concorrência crescente, no qual se fala mais em conceder redução dos custos do que em conseguir repassar um aumento dos mesmos, a otimização dos processos de operação e o aproveitamento de todas as possibilidades de potenciais de redução nos custos se tornam, para muitas delas, um fator crítico para a sobrevivência.

Uma área fundamental para este fim é a logística, que engloba a uma cadeia de atividades que envolvem desde suprimentos até a entrega de produtos, passando pela logística interna das empresas.

Pesquisas recentes mostram que o volume total de gastos logísticos tem se mantido, porém nos próximos anos deverá ocorrer a terceirização de pelo menos 8% deste montante, que migrará da situação in-house para um prestador externo. O alvo prioritário é, naturalmente, a redução nos custos. Paralelamente, a qualidade do desempenho também deverá melhorar consideravelmente. Dentre estas melhorias, destacamos uma maior exatidão do estoque, elevação da flexibilidade e o aumento da disponibilidade de serviços fornecidos.

Pretensão e realidade

Nos últimos anos, em muitas empresas de porte médio, ocorreu um desenvolvimento na sua produção, identificado através do aumento na variedade dos produtos, lotes menores, aumento de pedidos fracionados, internacionalização dos clientes e, no geral, um aumento dos volumes produzidos.

As empresas expandem em relação ao faturamento e funcionários, porém as áreas de suporte muitas vezes não acompanham esta evolução. O arranjo físico não se torna adequado, e os espaços passam a se tornar restritos, os recursos de Tecnologia de Informação são insuficientes, a capacidade de estocagem se torna inadequada e com isto os gastos com a gestão aumentam. Estas circunstâncias estão em total contraste com as exigências atuais de mercado, que requerem dos participantes alta flexibilidade e disponibilidade de bens e serviços ao mesmo tempo. Outros complicadores adicionais são áreas de produção espalhadas com pontos de estocagem descentralizados e interligados por movimentação interna de produto.

Apesar dos grandes esforços aplicados, as empresas de porte nem sempre apresentam precisão nos dados de estoque. Este fator desencadeia uma série de consequências negativas:
• Aumento das quantidades compradas, devido à desconfiança sobre os dados de estoque;
• Parada de produção pela falta de material;
• Alterações súbitas de programação de produção;
• Maiores quantidades de produção para compensar estoques inexatos de produtos acabados;
• Entregas atrasadas ou incompletas ao cliente, gerando insatisfação dos mesmos.

Outro fator que também causa perturbações é a movimentação interna na empresa, pois o fluxo de material muitas vezes não é definido e padronizado como deveria. As causas estão, muitas vezes, na falta de qualificação dos funcionários. Com isto, percebemos que nem sempre os custos são os fatores principais para desencadear uma decisão de terceirização. Os problemas enfrentados pela organização também podem ser o direcionador da necessidade de melhoria em logística.

Compreensão como primeiro passo para a melhoria

O primeiro e fundamental passo é o de identificar e compreender que existe a necessidade de otimização na área de logística. Logo em seguida, aparece a segunda pergunta: se todas as operações logísticas devem ficar na própria empresa ou se o trabalho em conjunto com prestadores de serviços externos é mais proveitoso.

Um ponto a favor da logística inhouse é que se trata de uma interface com o cliente, onde ocorre um contato direto. Quando este contato é aproveitado adequadamente, o resultado pode ser uma forte integração com o cliente. Para isto, é imprescindível ter pessoal qualificado e com grande senso de responsabilidade e, muitas vezes, grandes investimentos para responder em médio e longo prazo ao aumento de exigências dos clientes. Como alternativa, pode-se deixar a transação a cargo dos especialistas cuja competência principal é a operação logística. As empresas podem aproveitar as mudanças destes prestadores de serviços logísticos e fazer uso completo do maior espectro de serviços oferecidos.

Muitas vezes, não são percebidas todas as possibilidades oferecidas. O tempo de mera transação baseada em transportes já se foi e serviços adicionais podem ser considerados parte de um pacote padrão, como por exemplo:
• Warehousing (armazenagem, etiquetagem, picking);
• Recebimento executado em nome do cliente;
• Execução de logística interna;
• Faturamento;
• Despacho;
• Serviços pós-vendas;
• Serviços de devolução;
• Etc.

Vantagens e desvantagens de uma terceirização

Como conseqüência de uma terceirização, resultam, inicialmente, custos adicionais durante o processo de transição - decorrentes do uso interno e externo de recursos. A escolha do parceiro e a elaboração do contrato devem ser conduzidas cuidadosamente, pois uma troca futura do prestador de serviços pode levar a custos altos e um certo trauma organizacional. Além disso, a empresa passa a ter uma dependência do prestador de serviços, na qual não deve ser subestimada: Qualquer deficiência de entrega é sempre atribuída à empresa vendedora e não ao prestador.
No entanto, quando olhamos para as análises a respeito de critérios de decisão contra ou a favor da terceirização, vemos que tais argumentos possuem pouco peso. Os estudos mostraram que uma grande parte dos tomadores de decisão coloca prioridades estratégicas como um fator de definição, com isto, não são aproveitadas as vantagens de uma terceirização logística, principalmente as oportunidades de:

• Redução dos custos logísticos através do aproveitamento dos efeitos de escala no prestador de serviços;
• Transformação de custos fixos em variáveis;
• Controle simplificado dos custos e trabalhos logísticos;
• Aproveitamento do Know-how logístico dos prestadores de serviços inclusive da TI instalada;
• Concentração da empresa em suas competências principais;
• Aumento na qualidade do serviço prestado aos clientes;
• Simplificação nos processos da empresa;
Olhando para esta balança de prós e contras, a recomendação se torna clara: aproveite o potencial de terceirização, mas de forma consciente.

Oito passos para o sucesso

A pergunta referente à extensão da terceirização da operação logística deve ser respondida caso a caso, pois o espectro é bastante amplo. Neste ponto, é preciso ficar claro que terceirização não é um remédio universal para os problemas de logística.
São muitos os fatores que pesam na decisão “Terceirizar: sim ou não”. Desde as decisões estratégicas sobre disponibilidade para investimentos até a compreensão por parte dos funcionários. Uma decisão consciente exige um trabalho sistemático, com uma metodologia comprovada na prática:

1. Levantamento da situação atual

Nesta etapa são verificados, inicialmente, os processos e a realidade da empresa. Começando pelo levantamento e revisão de uma grande quantidade de dados sobre a organização (ex.: instalações para despacho, estrutura de estocagem, etc.) até indicadores de custos, produtividade e qualidade devem ser checadas.
As informações obtidas já neste estágio podem ser utilizadas para se evidenciar pontos fracos. Neste caso, é útil a utilização de Benchmarking para visualizar quais processos são operados com eficiência e onde se pode esperar um potencial de melhoria. O resultado desta primeira etapa é a avaliação se vale à pena considerar uma terceirização.

2. Execução da concorrência

Verificado no primeiro passo que a terceirização é uma opção interessante, é necessário definir os possíveis prestadores de serviços e preparar uma documentação detalhada para a concorrência.
A escolha de parceiros potenciais depende de muitos fatores, por exemplo, o trabalho em conjunto até a data atual, exigências especiais em estocagem e transporte (ex.: produtos perigosos, gêneros alimentícios, etc.) referências de trabalho em outros clientes, localização, etc. Neste ponto, é particularmente útil já dispor de uma visão geral do mercado de prestadores de serviço logísticos.
A elaboração do documento de concorrência visa possibilitar aos prestadores de serviço a execução de uma proposta adequada. Para isto, necessita-se de um preparo profissional dos dados num formato estruturado e também, de uma descrição dos procedimentos, exigências e/ou especificações que são necessárias por parte dos parceiros logísticos.

3. Avaliação da proposta

As propostas são então avaliadas. O custo (entendido como o esforço) desta etapa está diretamente correlacionado com a qualidade da documentação de concorrência. Em paralelo ao trabalho de cálculo parcial de valores e custo total, as informações de caráter qualitativo também têm de ser processadas de forma a servir de base para uma pré-escolha.

4. Pré-escolha

Com o auxílio de um catálogo de critérios pré-definido, ocorre uma pré-escolha das propostas processadas. Tais critérios permitem a montagem de um modelo de ranqueamento onde podemos determinar a pontuação ou atendimento das exigências que servirão para a classificação das propostas.
A pré-escolha, normalmente, leva a uma redução das propostas recebidas, evitando esforços desnecessários nos passos seguintes.

5. Visitas selecionadas – Auditoria

Baseados na seleção anterior, os candidatos escolhidos serão analisados mais intensamente através de uma auditoria logística. A princípio, deverão ser conhecidas as pessoas, a qualidade dos funcionários e as instalações. Isto inclui visitas ao prestador de serviço candidato, onde serão discutidos, detalhadamente, os conceitos logísticos da proposta. Em especial, ao mesmo tempo em que se verifica a capacidade e competência do

prestador de serviço, deve-se perceber se a ‘química’ entre a empresa e o prestador de serviço está correta. Não pode ser esquecido que, dentro de um contexto de um projeto de terceirização, o prestador de serviço será parte do processo da empresa. O futuro trabalho em conjunto exige que não só o lado técnico, mas também, os aspectos pessoais sejam contemplados.

6. Decisão

A combinação entre estratégia, conceitos logísticos aplicados, avaliação do custo-benefício e os aspectos pessoais (entendidos no ambiente de negócios) são os determinantes para a escolha do parceiro logístico.

7. Elaboração do contrato

Quanto mais qualificada e descritiva a documentação de concorrência e quanto mais detalhados os trabalhos executados nas outras etapas, mais facilmente se elabora o contrato. Baseado no nível de serviço do escopo solicitado, nos dados disponíveis e preços propostos (os quais, por vezes, ainda são renegociados), são então formuladas as cláusulas do contrato.
As cláusulas devem incluir preços variáveis, dados sobre a estrutura, indicadores de melhoria contínua, etc. em relação a ambas as partes do contrato, para que sejam evitados discussões desagradáveis e futuros atritos durante o trabalho conjunto.
Paralelamente aos parâmetros de desempenho e definições logísticas, também devem ser considerados os fatores organizacionais e/ou jurídicos. Não é se deve subestimar, neste contexto, o tema da transferência de pessoal (mudança de empresa, demissão, aproveitamento interno dos mesmos).

8. Realização

Começa agora a parte mais difícil e morosa. Ao lado da composição de um time qualificado para o projeto, deve ser desenvolvido um plano de medidas e de prazos para ambas as empresas, definindo responsabilidades e instalando uma metodologia de acompanhamento e controle. Reuniões periódicas e o desenvolvimento de uma relação de confiança são essenciais para um trabalho em conjunto com sucesso. Desde o princípio, deve-se ter como meta de ambas as partes contratantes alcançar, num futuro breve, o aproveitamento de oportunidades e potenciais de melhorias.

Conclusão

Os objetivos empresariais primários de garantia de sobrevivência rentável e crescimento sustentado somente são alcançados no longo prazo quando, desde o começo, são tomadas decisões corretas. Para isto, antes de tudo, é necessário se concentrar nas próprias forças e competências e deixar a critério dos parceiros logísticos os processos que não contribuem para a criação de valor agregado original.
Terceirização deve antes de tudo ser entendida como a possibilidade de aproveitamento de competências disponíveis no mercado. É comum encontrar em muitas empresas, potenciais não identificados para melhoria do resultado. Uma escolha estruturada do parceiro logístico é, neste caso, uma solução recomendada para o aproveitamento dos potenciais.
Os potenciais de redução de custo e de aumento de qualidade nos serviços somente serão aproveitados em sua totalidade quando não estiver em primeiro plano da organização uma visão míope de vantagens em curto prazo, mas sim, a construção de uma parceria estratégica baseada na confiança entre as partes.

*Ricardo Machado
E-mail: ricomachado@terra.com.br
- Administrador de empresas.
- Gestor do Instituto Mario Romañach
- Moderador ,junto a Et&Es – Ética & Estratégia Empresarial, dos grupos de estudos:
Psicodinâmica Organizacional
Saúde Mental nas Organizações de Trabalho
- Colaborador do Greenpeace petitiva

A LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA PARA A
OBTENÇÃO DE VANTAGEM COMPETITIVA

Ricardo Machado *


No cenário atual, preocupar-se com a logística tornou-se fundamental nas empresas.
O ambiente em que as empresas operam atualmente é muito complexo e
fortemente competitivo. Portanto, elas estão buscando a diferenciação e o
estabelecimento de vantagens competitivas em relação aos seus concorrentes. Para alcançar esses objetivos, cada um tenta encontrar o seu próprio caminho; porém, um ponto comum pode ser observado: a opção pela aplicação da logística, que deve ser entendida como o gerenciamento estratégico dos fluxos de materiais e das informações correlatas para levar, de forma eficiente e eficaz, os produtos de uma origem a um destino.

A globalização, a mudança no comportamento dos consumidores, a
redução do ciclo de vida dos produtos e o enfraquecimento das marcas exigem que as organizações adquiram e desenvolvam novas competências para conquistar e manter clientes. Ampliam-se as dimensões da competitividade, a qual deixa de ser regional para ser global. A concorrência passa a acontecer entre cadeias produtivas
e não mais entre empresas isoladas. Nesse contexto, as vantagens e diferenciais competitivos são cada vez mais efêmeros. Rapidez e flexibilidade deixam de ser apenas um discurso e tornam-se obrigatórias.

POR QUE SE PREOCUPAR COM A LOGÍSTICA?

A pergunta que muitos se fazem é: quais as razões para a logística
mostrar-se como uma escolha lógica e oportuna para fazer frente a essas
exigências?
Algumas respostas podem ser encontradas ao analisar os aspectos
seguintes:

a) a evolução de seu conceito: ao incorporar e utilizar preceitos de
marketing, qualidade, finanças e planejamento, a logística tornou-se
uma disciplina multifuncional e, assim, aumentou sua contribuição para
a eficiência e a eficácia da gestão. Ainda mais, é capaz de manter a
atenção às necessidades internas da empresa e, ao mesmo tempo,
voltar os seus olhos aos desejos dos clientes;

b) o aumento de seu escopo: com o tempo, a logística passou a se
preocupar com um número cada vez maior de atividades e deixou de
ser vista como operacional para tornar-se estratégica. Assim, deve ser
considerada em decisões importantes e receber a atenção dos mais
altos escalões da empresa;

c) a ampliação de sua abrangência: inicialmente tratada de forma
funcional, passou a integrar as diversas funções internas da empresa
e, hoje, funciona como elo entre clientes e fornecedores;

d) enfoque sistêmico e orientação para processos: permitem uma visão
global da empresa e da cadeia produtiva como um todo. Desse modo,
de forma integradora, propicia que todos os interesses e pontos
relevantes sejam analisados na tomada de decisão;

e) preocupação com a gestão de fluxos. O primeiro fluxo é o dos
materiais, o qual se inicia no fornecedor e termina na entrega ao
consumidor final. O segundo é o das informações, o qual tem um
sentido inverso ao do anterior. Então, pela sincronização e
racionalização destes fluxos, procura-se, simultaneamente, a redução
de estoques, que são consumidores de recursos, e o aumento da
disponibilidade dos produtos. Essa sinergia favorece, também, o fluxo
financeiro da empresa.

A LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA

Ao ser corretamente entendida e aplicada, a logística permite desenvolver
estratégias para a redução de custos e o aumento do nível de serviço ofertado ao cliente. Como essas duas condições, isoladamente ou em conjunto, possibilitam o estabelecimento de diferenciais competitivos, justifica-se que este seja o caminho escolhido por um número crescente de empresas para buscar vantagens sobre a concorrência.
Essa idéia pode ser reforçada ao se constatar que alguns dos segmentos
mais competitivos do mercado, como o automobilístico e o grande varejo, adotam a estratégia de focar-se na logística.
No Paraná, o pólo automotivo de Curitiba é uma prova inquestionável dessa tendência. As plantas aqui instaladas se utilizam os mais modernos conceitos de logística, o que permitiu a construção de plantas
compactas, de alta eficiência operacional e capazes de produzir automóveis de classe mundial. Alguns desses veículos são exportados para mercados exigentes, como o norte-americano, por exemplo.

Ao expandir esse raciocínio, pode-se perceber que as empresas e os
países competitivos no cenário mundial, como os Estados Unidos e o Japão, não só utilizam-se da logística, como também vêm pesquisando-a e desenvolvendo-a. A competência logística foi fundamental para que eles expandissem seus mercados para além de seus limites territoriais, e tornou-se um fator-chave para o seu desenvolvimento econômico.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Neste momento, é necessário analisar a realidade do Brasil, e o que se
apresenta é preocupante. Nossos custos logísticos são, no mínimo, o dobro da média dos países desenvolvidos, que gastam nesta área de 8% a 10% do seu PIB anual. A logística é pouco difundida e aplicada pelas empresas nacionais. Nossa infra-estrutura não é favorável, sendo necessários pesados investimentos nesse setor. A matriz de transporte é fortemente dominada pelo transporte rodoviário, que responde por dois terços do movimento de carga no país. Não existem indicadores de desempenho setorial, há falta de mão-de-obra qualificada e existe pouco
incentivo para a pesquisa nessa área.

Esse panorama mostra desafios e oportunidades. Os desafios estão na
necessidade de rápida solução dos problemas que impedem o desenvolvimento e o aumento da eficiência da logística. As oportunidades, neste cenário adverso, mostram um enorme espaço para melhorias. Aqueles que fizerem essas melhorias primeiro estarão se distanciando fortemente de seus concorrentes e se habilitando para a conquista de novos mercados.

Para aumentar a competitividade das empresas e do país, uma das
premissas necessárias é a aplicação da logística de forma integral. São necessários esforços de mudança, pois devem ser abandonados vários ranços de nossa cultura empresarial. A iniciativa privada e o governo precisam se unir para desenvolver um plano para o desenvolvimento da logística no Brasil. Caso isso não aconteça, o país continuará assistindo ao desenvolvimento mundial como coadjuvante e ficará condenado a permanecer na periferia da globalização.

LOGÍSTICA COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O SUCESSO DA EMPRESA

Logística custa dinheiro. Erros no gerenciamento logístico custam clientes!
Atualmente muitas empresas já têm consciência que a qualidade dos processos logísticos representa um considerável fator de sucesso para seus negócios. Isto fica mais evidente, quando se considera que o custo logístico em relação ao faturamento nas empresas de manufatura pode perfeitamente chegar a 10% ou mais. Além disso, processos logísticos eficientes oferecem uma oportunidade de criar vantagens em relação à concorrência, aumentando assim seu apelo comercial.

Esta situação causou uma mudança nas empresas que atuam no segmento logístico. Paralelamente à clássica tarefa de distribuição – mercadorias no prazo certo, em perfeitas condições e colocadas à disposição nas quantidades necessárias – é oferecida, por algumas delas, uma gama mais completa de serviços logísticos. Quando aproveitados corretamente, estes serviços trazem resultados muito positivos para o contratante.

Redução nos custos e interação com os clientes

Em tempos de concorrência crescente, no qual se fala mais em conceder redução dos custos do que em conseguir repassar um aumento dos mesmos, a otimização dos processos de operação e o aproveitamento de todas as possibilidades de potenciais de redução nos custos se tornam, para muitas delas, um fator crítico para a sobrevivência.

Uma área fundamental para este fim é a logística, que engloba a uma cadeia de atividades que envolvem desde suprimentos até a entrega de produtos, passando pela logística interna das empresas.

Pesquisas recentes mostram que o volume total de gastos logísticos tem se mantido, porém nos próximos anos deverá ocorrer a terceirização de pelo menos 8% deste montante, que migrará da situação in-house para um prestador externo. O alvo prioritário é, naturalmente, a redução nos custos. Paralelamente, a qualidade do desempenho também deverá melhorar consideravelmente. Dentre estas melhorias, destacamos uma maior exatidão do estoque, elevação da flexibilidade e o aumento da disponibilidade de serviços fornecidos.

Pretensão e realidade

Nos últimos anos, em muitas empresas de porte médio, ocorreu um desenvolvimento na sua produção, identificado através do aumento na variedade dos produtos, lotes menores, aumento de pedidos fracionados, internacionalização dos clientes e, no geral, um aumento dos volumes produzidos.

As empresas expandem em relação ao faturamento e funcionários, porém as áreas de suporte muitas vezes não acompanham esta evolução. O arranjo físico não se torna adequado, e os espaços passam a se tornar restritos, os recursos de Tecnologia de Informação são insuficientes, a capacidade de estocagem se torna inadequada e com isto os gastos com a gestão aumentam. Estas circunstâncias estão em total contraste com as exigências atuais de mercado, que requerem dos participantes alta flexibilidade e disponibilidade de bens e serviços ao mesmo tempo. Outros complicadores adicionais são áreas de produção espalhadas com pontos de estocagem descentralizados e interligados por movimentação interna de produto.

Apesar dos grandes esforços aplicados, as empresas de porte nem sempre apresentam precisão nos dados de estoque. Este fator desencadeia uma série de consequências negativas:
• Aumento das quantidades compradas, devido à desconfiança sobre os dados de estoque;
• Parada de produção pela falta de material;
• Alterações súbitas de programação de produção;
• Maiores quantidades de produção para compensar estoques inexatos de produtos acabados;
• Entregas atrasadas ou incompletas ao cliente, gerando insatisfação dos mesmos.

Outro fator que também causa perturbações é a movimentação interna na empresa, pois o fluxo de material muitas vezes não é definido e padronizado como deveria. As causas estão, muitas vezes, na falta de qualificação dos funcionários. Com isto, percebemos que nem sempre os custos são os fatores principais para desencadear uma decisão de terceirização. Os problemas enfrentados pela organização também podem ser o direcionador da necessidade de melhoria em logística.

Compreensão como primeiro passo para a melhoria

O primeiro e fundamental passo é o de identificar e compreender que existe a necessidade de otimização na área de logística. Logo em seguida, aparece a segunda pergunta: se todas as operações logísticas devem ficar na própria empresa ou se o trabalho em conjunto com prestadores de serviços externos é mais proveitoso.

Um ponto a favor da logística inhouse é que se trata de uma interface com o cliente, onde ocorre um contato direto. Quando este contato é aproveitado adequadamente, o resultado pode ser uma forte integração com o cliente. Para isto, é imprescindível ter pessoal qualificado e com grande senso de responsabilidade e, muitas vezes, grandes investimentos para responder em médio e longo prazo ao aumento de exigências dos clientes. Como alternativa, pode-se deixar a transação a cargo dos especialistas cuja competência principal é a operação logística. As empresas podem aproveitar as mudanças destes prestadores de serviços logísticos e fazer uso completo do maior espectro de serviços oferecidos.

Muitas vezes, não são percebidas todas as possibilidades oferecidas. O tempo de mera transação baseada em transportes já se foi e serviços adicionais podem ser considerados parte de um pacote padrão, como por exemplo:
• Warehousing (armazenagem, etiquetagem, picking);
• Recebimento executado em nome do cliente;
• Execução de logística interna;
• Faturamento;
• Despacho;
• Serviços pós-vendas;
• Serviços de devolução;
• Etc.

Vantagens e desvantagens de uma terceirização

Como conseqüência de uma terceirização, resultam, inicialmente, custos adicionais durante o processo de transição - decorrentes do uso interno e externo de recursos. A escolha do parceiro e a elaboração do contrato devem ser conduzidas cuidadosamente, pois uma troca futura do prestador de serviços pode levar a custos altos e um certo trauma organizacional. Além disso, a empresa passa a ter uma dependência do prestador de serviços, na qual não deve ser subestimada: Qualquer deficiência de entrega é sempre atribuída à empresa vendedora e não ao prestador.
No entanto, quando olhamos para as análises a respeito de critérios de decisão contra ou a favor da terceirização, vemos que tais argumentos possuem pouco peso. Os estudos mostraram que uma grande parte dos tomadores de decisão coloca prioridades estratégicas como um fator de definição, com isto, não são aproveitadas as vantagens de uma terceirização logística, principalmente as oportunidades de:

• Redução dos custos logísticos através do aproveitamento dos efeitos de escala no prestador de serviços;
• Transformação de custos fixos em variáveis;
• Controle simplificado dos custos e trabalhos logísticos;
• Aproveitamento do Know-how logístico dos prestadores de serviços inclusive da TI instalada;
• Concentração da empresa em suas competências principais;
• Aumento na qualidade do serviço prestado aos clientes;
• Simplificação nos processos da empresa;
Olhando para esta balança de prós e contras, a recomendação se torna clara: aproveite o potencial de terceirização, mas de forma consciente.

Oito passos para o sucesso

A pergunta referente à extensão da terceirização da operação logística deve ser respondida caso a caso, pois o espectro é bastante amplo. Neste ponto, é preciso ficar claro que terceirização não é um remédio universal para os problemas de logística.
São muitos os fatores que pesam na decisão “Terceirizar: sim ou não”. Desde as decisões estratégicas sobre disponibilidade para investimentos até a compreensão por parte dos funcionários. Uma decisão consciente exige um trabalho sistemático, com uma metodologia comprovada na prática:

1. Levantamento da situação atual

Nesta etapa são verificados, inicialmente, os processos e a realidade da empresa. Começando pelo levantamento e revisão de uma grande quantidade de dados sobre a organização (ex.: instalações para despacho, estrutura de estocagem, etc.) até indicadores de custos, produtividade e qualidade devem ser checadas.
As informações obtidas já neste estágio podem ser utilizadas para se evidenciar pontos fracos. Neste caso, é útil a utilização de Benchmarking para visualizar quais processos são operados com eficiência e onde se pode esperar um potencial de melhoria. O resultado desta primeira etapa é a avaliação se vale à pena considerar uma terceirização.

2. Execução da concorrência

Verificado no primeiro passo que a terceirização é uma opção interessante, é necessário definir os possíveis prestadores de serviços e preparar uma documentação detalhada para a concorrência.
A escolha de parceiros potenciais depende de muitos fatores, por exemplo, o trabalho em conjunto até a data atual, exigências especiais em estocagem e transporte (ex.: produtos perigosos, gêneros alimentícios, etc.) referências de trabalho em outros clientes, localização, etc. Neste ponto, é particularmente útil já dispor de uma visão geral do mercado de prestadores de serviço logísticos.
A elaboração do documento de concorrência visa possibilitar aos prestadores de serviço a execução de uma proposta adequada. Para isto, necessita-se de um preparo profissional dos dados num formato estruturado e também, de uma descrição dos procedimentos, exigências e/ou especificações que são necessárias por parte dos parceiros logísticos.

3. Avaliação da proposta

As propostas são então avaliadas. O custo (entendido como o esforço) desta etapa está diretamente correlacionado com a qualidade da documentação de concorrência. Em paralelo ao trabalho de cálculo parcial de valores e custo total, as informações de caráter qualitativo também têm de ser processadas de forma a servir de base para uma pré-escolha.

4. Pré-escolha

Com o auxílio de um catálogo de critérios pré-definido, ocorre uma pré-escolha das propostas processadas. Tais critérios permitem a montagem de um modelo de ranqueamento onde podemos determinar a pontuação ou atendimento das exigências que servirão para a classificação das propostas.
A pré-escolha, normalmente, leva a uma redução das propostas recebidas, evitando esforços desnecessários nos passos seguintes.

5. Visitas selecionadas – Auditoria

Baseados na seleção anterior, os candidatos escolhidos serão analisados mais intensamente através de uma auditoria logística. A princípio, deverão ser conhecidas as pessoas, a qualidade dos funcionários e as instalações. Isto inclui visitas ao prestador de serviço candidato, onde serão discutidos, detalhadamente, os conceitos logísticos da proposta. Em especial, ao mesmo tempo em que se verifica a capacidade e competência do

prestador de serviço, deve-se perceber se a ‘química’ entre a empresa e o prestador de serviço está correta. Não pode ser esquecido que, dentro de um contexto de um projeto de terceirização, o prestador de serviço será parte do processo da empresa. O futuro trabalho em conjunto exige que não só o lado técnico, mas também, os aspectos pessoais sejam contemplados.

6. Decisão

A combinação entre estratégia, conceitos logísticos aplicados, avaliação do custo-benefício e os aspectos pessoais (entendidos no ambiente de negócios) são os determinantes para a escolha do parceiro logístico.

7. Elaboração do contrato

Quanto mais qualificada e descritiva a documentação de concorrência e quanto mais detalhados os trabalhos executados nas outras etapas, mais facilmente se elabora o contrato. Baseado no nível de serviço do escopo solicitado, nos dados disponíveis e preços propostos (os quais, por vezes, ainda são renegociados), são então formuladas as cláusulas do contrato.
As cláusulas devem incluir preços variáveis, dados sobre a estrutura, indicadores de melhoria contínua, etc. em relação a ambas as partes do contrato, para que sejam evitados discussões desagradáveis e futuros atritos durante o trabalho conjunto.
Paralelamente aos parâmetros de desempenho e definições logísticas, também devem ser considerados os fatores organizacionais e/ou jurídicos. Não é se deve subestimar, neste contexto, o tema da transferência de pessoal (mudança de empresa, demissão, aproveitamento interno dos mesmos).

8. Realização

Começa agora a parte mais difícil e morosa. Ao lado da composição de um time qualificado para o projeto, deve ser desenvolvido um plano de medidas e de prazos para ambas as empresas, definindo responsabilidades e instalando uma metodologia de acompanhamento e controle. Reuniões periódicas e o desenvolvimento de uma relação de confiança são essenciais para um trabalho em conjunto com sucesso. Desde o princípio, deve-se ter como meta de ambas as partes contratantes alcançar, num futuro breve, o aproveitamento de oportunidades e potenciais de melhorias.

Conclusão

Os objetivos empresariais primários de garantia de sobrevivência rentável e crescimento sustentado somente são alcançados no longo prazo quando, desde o começo, são tomadas decisões corretas. Para isto, antes de tudo, é necessário se concentrar nas próprias forças e competências e deixar a critério dos parceiros logísticos os processos que não contribuem para a criação de valor agregado original.
Terceirização deve antes de tudo ser entendida como a possibilidade de aproveitamento de competências disponíveis no mercado. É comum encontrar em muitas empresas, potenciais não identificados para melhoria do resultado. Uma escolha estruturada do parceiro logístico é, neste caso, uma solução recomendada para o aproveitamento dos potenciais.
Os potenciais de redução de custo e de aumento de qualidade nos serviços somente serão aproveitados em sua totalidade quando não estiver em primeiro plano da organização uma visão míope de vantagens em curto prazo, mas sim, a construção de uma parceria estratégica baseada na confiança entre as partes.

*Ricardo Machado
E-mail: ricomachado@terra.com.br
- Administrador de empresas.
- Gestor do Instituto Mario Romañach
- Moderador ,junto a Et&Es – Ética & Estratégia Empresarial, dos grupos de estudos:
Psicodinâmica Organizacional
Saúde Mental nas Organizações de Trabalho
- Colaborador do Greenpeace


Referências Bibliográficas
http://www.administradores.com.br/perguntas-e-respostas/logistica-uma-vantagem-competitiva/1567/#